O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou na noite desta quarta-feira, 27 de janeiro de 2026, uma nota em homenagem às vítimas do Holocausto. A manifestação ocorreu poucas horas depois de o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamá-lo de antissemita durante a Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no Knesset, o Parlamento de Israel.
No texto, Lula afirma ser “necessário recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano” e cita o “autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso” como elementos que possibilitaram “essa grande tragédia do século XX”.
O presidente também lembrou que, em 2004, assinou junto ao Congresso Judaico Mundial uma petição à ONU para instituir o 27 de janeiro como dia oficial em memória das vítimas do Holocausto, data escolhida por marcar a libertação do campo de Auschwitz.
“Um dia de defesa dos direitos humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”, escreveu Lula.
Acusação no Parlamento israelense
Na mesma quarta-feira, Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) participaram do evento em Jerusalém. Durante o discurso, o senador declarou que “Lula é antissemita”, justificando a acusação com “ideias, assessores, palavras e ações” do presidente.
Flávio citou o episódio de 2024, quando Lula foi declarado persona non grata pelo governo de Israel após comparar a ofensiva militar israelense contra o grupo terrorista Hamas às mortes de judeus no Holocausto. “Se Deus quiser, o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel”, concluiu o parlamentar.
Com informações de Gazeta do Povo