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Lula confirma que pretende disputar seu quarto mandato em 2026

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Jacarta (Indonésia) – 23.out.2025 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (23) que pretende concorrer novamente ao Palácio do Planalto em 2026. “Eu vou disputar um quarto mandato no Brasil”, afirmou durante coletiva de imprensa no primeiro dia de compromissos oficiais na Indonésia, ao lado do presidente Prabowo Subianto.

Lula, que completará 80 anos na próxima segunda-feira (27), explicou que a mensagem também serviu para sinalizar que voltará ao país asiático no futuro. “Estou preparado para disputar outras eleições e tentar fazer com que a relação entre Indonésia e Brasil seja ainda mais valorosa, trazendo mais empresários brasileiros para visitar a Indonésia”, disse.

Apesar de antecipar a intenção eleitoral a menos de um ano do pleito, o petista afirmou que a campanha não é prioridade neste momento. “Não vou ser o presidente da República que está pensando na sua reeleição. Vou ser o presidente que vai estar pensando em governar este país por quatro anos e deixá-lo tinindo, tinindo”, declarou.

Histórico de disputas presidenciais

Lula participa de eleições presidenciais desde 1989, primeiro pleito com voto direto após a redemocratização. Na ocasião, perdeu para Fernando Collor de Mello.

Na sequência, percorreu o país em caravanas para fortalecer sua imagem, mas foi derrotado no primeiro turno em 1994 e 1998, quando Fernando Henrique Cardoso venceu as duas disputas.

O sindicalista alcançou o Planalto somente em 2002, após ampliar alianças ao centro e escolher o empresário José de Alencar (então no PL) como vice. Superou José Serra, Anthony Garotinho e Ciro Gomes.

Em 2006, manteve a chapa com Alencar e conquistou a reeleição contra Geraldo Alckmin (à época no PSDB).

Impedido constitucionalmente de tentar um terceiro mandato seguido, indicou Dilma Rousseff, que venceu em 2010 e 2014 com Michel Temer de vice. O segundo mandato de Dilma terminou com o impeachment, elevando Temer à Presidência.

Tentativa frustrada em 2018

Preparado para voltar à disputa em 2018, Lula foi alvo da Operação Lava Jato. Dilma Rousseff chegou a enviar, por intermédio de Jorge Messias (atual advogado-geral da União e cotado para o STF), um termo de posse na Casa Civil para garantir foro privilegiado, mas a nomeação foi anulada pelo ministro do STF Gilmar Mendes, que apontou desvio de finalidade. O ex-presidente acabou preso e ficou fora da corrida eleitoral.

Com a saída de Lula, o PT lançou Fernando Haddad, que foi derrotado por Jair Bolsonaro.

Anulação das condenações e retorno em 2022

Durante o governo Bolsonaro, o hoje ministro do STF Cristiano Zanin, então advogado de Lula, conseguiu levar os processos ao Supremo. A Corte – na época com sete dos 11 ministros indicados por governos do PT; hoje são seis de dez, com uma indicação pendente – considerou o ex-juiz Sergio Moro parcial e declarou Curitiba foro inadequado. As condenações foram anuladas, habilitando Lula para a eleição de 2022.

Agora, o petista confirma que tentará governar o Brasil pela quarta vez em 2026, enquanto mantém a agenda internacional voltada ao fortalecimento de parcerias econômicas.

Com informações de Gazeta do Povo