Salvador (BA) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (23) que o governo federal lançará um novo pacote de desapropriações voltado à aceleração da reforma agrária. O comunicado ocorreu no encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado na capital baiana.
De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, a expectativa é assentar cerca de 26 mil famílias entre fevereiro e março deste ano. O titular da pasta ainda afirmou que 2026 deverá registrar o maior volume de desapropriações do atual mandato de Lula, com cerca de 230 mil famílias já incluídas em programas de reforma agrária.
Evento marca retomada do encontro nacional do MST
O 14º Encontro Nacional do MST reuniu aproximadamente 3 mil delegados de todas as regiões do país e celebrou a retomada do fórum após 17 anos — a última edição havia ocorrido no Rio Grande do Sul. A presença de Lula e da primeira-dama Janja da Silva ampliou o peso político do ato e reforçou a ligação do Palácio do Planalto com movimentos sociais aliados.
Também participaram da cerimônia o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra; o senador Humberto Costa (PT-PE); o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão; além de outras lideranças políticas.
Reaproximação após críticas do movimento
A iniciativa ocorre após um período de tensão entre o governo e o MST. Em maio de 2025, dirigentes do movimento criticaram a lentidão da reforma agrária e cobraram mudanças na condução do ministério. Desde então, o governo intensificou o diálogo e agora apresenta o pacote de desapropriações como sinal de fortalecimento da agenda voltada ao campo e à base social da esquerda no ciclo eleitoral de 2026.
O ministro Paulo Teixeira ressaltou que a meta é “garantir terra, assistência técnica e infraestrutura” às famílias assentadas, enquanto Lula sinalizou que novas medidas poderão ser anunciadas nos próximos meses para ampliar o alcance da política agrária.
Com informações de Direita Online