Brasília — O deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) rebateu, na segunda-feira (19), declarações do senador Renan Calheiros (MDB-AL) sobre suposta pressão exercida junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para reverter a liquidação do Banco Master.
Em nota encaminhada ao portal Poder360, Lira afirmou que Calheiros procura “ganhar espaço na mídia” ao envolvê-lo, juntamente com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em um suposto lobby. “Trata-se de mais um ataque sem provas de alguém que se especializou em criar fake news, chantagear o governo, o Parlamento e tentar limpar uma biografia manchada por malfeitos”, declarou o parlamentar alagoano.
Entrevista na TV originou embate
Mais cedo, em entrevista à GloboNews, Calheiros disse ter recebido informações de que Lira e Motta “pressionaram e continuam pressionando” um setor do TCU para “liquidar a liquidação” do banco. O senador não apresentou documentos que sustentassem a acusação.
TCU e STF investigam operação do Banco Master
A liquidação do Banco Master foi decretada pelo Banco Central e está sendo analisada pelo TCU, que verifica a regularidade do procedimento. Paralelamente, o caso corre no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
Toffoli determinou que as provas fossem remetidas diretamente ao STF, sem passar pela cadeia de custódia da Polícia Federal, decisão que motivou questionamentos. Calheiros classificou como “estranha” a forma como o magistrado assumiu a investigação e repassou informações sigilosas ao presidente do Senado.
Proposta de acompanhamento no Senado
O senador do MDB defende a criação de um grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para acompanhar todas as frentes de investigação sobre o Banco Master.
As críticas a Toffoli se intensificaram após a divulgação de uma viagem do ministro com o advogado Augusto de Arruda Botelho, responsável por um habeas corpus em favor de Luiz Antonio Bull, diretor de compliance da instituição financeira.
A Gazeta do Povo informou ter procurado Arthur Lira, Hugo Motta e Renan Calheiros; todos seguem com espaço aberto para manifestação.
Com informações de Gazeta do Povo