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Lindbergh leva à PF denúncia contra Flávio, Eduardo e Nikolas por suposto plano contra soberania nacional

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Brasília – O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), protocolou na segunda-feira (5.jan.2026) uma representação na Polícia Federal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O petista acusa o trio de associação criminosa, atentado à soberania, tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Quatro “fases” de um suposto plano

No documento, Lindbergh apresenta uma linha do tempo de publicações em redes sociais e afirma que elas compõem “atos sequenciais e complementares”, divididos em quatro fases: criação de pretexto, convite operacional, normalização da ameaça e exibição gráfica do resultado. Para embasar a tese, o deputado solicita à PF a coleta de dados das contas dos citados e a quebra de sigilos telemáticos.

Publicações listadas

Eduardo Bolsonaro é apontado como o primeiro a agir. Em julho de 2025, o ex-deputado publicou que um porta-aviões norte-americano poderia atracar no Lago Paranoá, em Brasília, enquanto os Estados Unidos intensificavam a presença militar próximo à Venezuela.

Flávio Bolsonaro é citado por comentários sobre uma eventual ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2026 e pelo risco de o governo dos EUA não reconhecer o resultado do pleito. Em outra postagem, Flávio respondeu ao então secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, depois que ele divulgou a explosão de um barco ligado ao narcotráfico no Caribe: “Ouvi dizer que há barcos como este aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”.

Nikolas Ferreira, por sua vez, aparece por declarações de apoio à ação militar dos EUA na Venezuela, mencionadas pelo petista como parte da “normalização” de uma intervenção externa.

Argumentação

Na representação, Lindbergh sustenta que as declarações dos três parlamentares “naturalizam a ideia de invasão” e simbolizam “a colaboração com força estrangeira para intervenção militar”. Para ele, há indícios de intenção de “depor o governo e abolir a ordem democrática por meio de grave ameaça estrangeira”.

Até a publicação desta reportagem, os citados não haviam se manifestado sobre a representação.

Com informações de Gazeta do Povo