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Líder do PT pede ao STF prisão preventiva de Bolsonaro e aponta risco de fuga

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Brasília – O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta sexta-feira (22) no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar alega descumprimento de medidas cautelares e “risco iminente de fuga” para justificar a solicitação.

Em coletiva de imprensa, Lindbergh afirmou ter recebido informações de que Bolsonaro estaria preparando refúgio na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília para evitar o julgamento sobre a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. “Eles estão preparando um plano de fuga. Vou reportar à Polícia Federal e ao STF”, declarou.

Bloqueio de contas e movimentação financeira

Na quinta-feira (21), o petista já havia pedido ao STF o bloqueio de contas de Bolsonaro após a Polícia Federal (PF) apontar movimentação de R$ 30 milhões em um período de um ano, considerada suspeita pelos investigadores.

Medidas cautelares em vigor

Bolsonaro encontra-se em prisão domiciliar desde 4 de agosto e está submetido a diversas restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes em julho:

  • monitoramento por tornozeleira eletrônica;
  • proibição de uso de redes sociais, inclusive por terceiros;
  • proibição de contato com outros investigados;
  • impedimento de aproximar-se de embaixadas ou de manter diálogo com embaixadores estrangeiros.

Para Lindbergh, a prisão domiciliar não basta, pois o ex-chefe do Executivo estaria “construindo” a estratégia para buscar abrigo diplomático. O deputado recordou que em fevereiro de 2024 Bolsonaro permaneceu dois dias na Embaixada da Hungria, quatro dias após ter o passaporte apreendido pela PF.

Líder do PT pede ao STF prisão preventiva de Bolsonaro e aponta risco de fuga - Imagem do artigo original

Imagem: Marina Ramos via gazetadopovo.com.br

Indiciamento e prazos no STF

Na quarta-feira (20), a PF indiciou Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suposta obstrução de Justiça e coação durante a investigação do caso do golpe. O relatório menciona um rascunho de pedido de asilo político na Argentina encontrado no celular do ex-presidente e aponta descumprimento de cautelares.

O ministro Alexandre de Moraes concedeu 48 horas para a defesa de Bolsonaro responder às acusações, prazo que termina nesta sexta-feira (22) às 20h34. Depois disso, a Procuradoria-Geral da República terá igual período para apresentar parecer. Moraes advertiu que qualquer violação das condições impostas poderá levar à revogação da prisão domiciliar e à decretação de prisão preventiva.

Com informações de Gazeta do Povo