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Às vésperas de deixar ministério, Lewandowski critica “excessos” em discursos contra o crime

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O então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, aproveitou a cerimônia que marcou os três anos dos atos de 8 de Janeiro, em 10 de janeiro de 2026, para questionar o tom adotado por autoridades e setores da sociedade ao tratar da criminalidade no país.

Testemunhamos a disseminação de discursos contra a criminalidade que serviram e continuam servindo de pretexto para o enfraquecimento das garantias dos cidadãos em juízo”, declarou Lewandowski, lendo um texto preparado previamente no Palácio do Planalto.

A fala ocorreu poucos dias antes de sua saída do comando do Ministério da Justiça. Durante sua gestão, o Brasil manteve índices elevados de homicídios e lidou com o fortalecimento de facções criminosas nos presídios e nas comunidades.

Repercussão imediata

No programa “Última Análise”, da Gazeta do Povo, o jurista Adriano Soares da Costa observou que o discurso não foi improvisado, mas resultado de convicção pessoal do ministro. Segundo Costa, o posicionamento se encaixa em uma visão garantista que vê o criminoso como vítima do sistema.

Já o jornalista Marcos Tosi, no podcast “Ouça Essa”, avaliou o legado de Lewandowski, mencionando o insucesso da Proposta de Emenda Constitucional da Segurança Pública (PEC da Segurança Pública) e a reação de juristas ao pronunciamento de despedida.

Lewandowski encerrará sua passagem pelo governo sem apresentar grandes resultados contra a criminalidade, mas deixando registrado o alerta sobre o que considera “excessos retóricos” no debate público sobre segurança.

Com informações de Gazeta do Povo