Brasília, 7 de abril de 2026 — O programa Última Análise, transmitido nesta segunda-feira (6) pelo canal da Gazeta do Povo no YouTube, analisou reportagem que reúne 104 decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes consideradas abusivas por juristas, entidades de imprensa e políticos.
Mapa dos “arbítrios”
Assinada pelos jornalistas Omar Godoy e Fabio Calsavara, a matéria foi qualificada pelos convidados como um “documento histórico”. O ex-procurador Deltan Dallagnol afirmou que há um padrão nas determinações do ministro: “primeiro censura e, depois, persegue seus alvos”. Segundo ele, as decisões mostram “censura e corrupção moral, pecuniária e financeira”.
O levantamento começa em março de 2019, quando Moraes assumiu a relatoria do chamado inquérito das fake news, instaurado para apurar ameaças e ataques à honra de ministros do STF. Desde então, juristas e até alguns magistrados classificam sua atuação como sem precedentes no Judiciário.
O vereador Guilherme Kilter elogiou a iniciativa: “A reportagem servirá como arquivo histórico; quem pesquisar o período chegará a esse material”.
Cenário eleitoral
Com a proximidade da eleição presidencial, o programa também tratou da busca pelo vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Entre os cotados estão Romeu Zema (Novo-MG), Teresa Cristina (PP-MS), Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR). Para Dallagnol, “há diversos bons nomes na direita”, destacando a alta aprovação de Caiado na área de segurança pública.
“Pacotaço” do governo Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda lançar um conjunto de medidas econômicas com foco na popularidade. As propostas incluem renegociação de dívidas, limite aos juros rotativos do cartão de crédito e extinção da escala de trabalho 6×1. A advogada Fabiana Barroso criticou o plano, chamando-o de “pacote de maldades” por, segundo ela, subsidiar recursos “artificialmente”.
Sobre o programa
Última Análise vai ao ar de segunda a quinta-feira, das 19h às 20h30, e se propõe a discutir temas nacionais de forma racional, aprofundada e respeitosa.
Com informações de Gazeta do Povo