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Kassab cobra independência de Tarcísio e diz que governador não pode ser submisso a Bolsonaro

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São Paulo — 29.jan.2026 – O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), precisa construir identidade política própria e evitar uma postura de submissão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao portal UOL nesta quinta-feira (29), Kassab reconheceu a importância de Bolsonaro na eleição de Tarcísio, mas ressaltou que “uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão”. O dirigente frisou que, à frente do maior estado do país, o governador deve demonstrar autonomia caso pretenda disputar cargos nacionais no futuro.

A declaração ocorre após o PSD sinalizar que poderá lançar candidato próprio à Presidência nas eleições deste ano, distanciando-se de nomes diretamente ligados ao bolsonarismo. Dois dias antes da fala de Kassab, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, filiou-se ao partido com o objetivo de viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto.

Alternativas dentro do PSD

Além de Caiado, Kassab mencionou os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Jr. (Paraná) como possíveis presidenciáveis. Segundo ele, a legenda apoiará aquele que apresentar melhor desempenho nas pesquisas, buscando oferecer uma opção de centro-direita frente à provável polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados de Bolsonaro.

Mesmo citado por agentes do mercado financeiro como o nome mais competitivo da direita para enfrentar Lula, Tarcísio tem reiterado publicamente a intenção de concorrer à reeleição em São Paulo. Kassab, que desde 2023 ocupa a Secretaria de Governo e Relações Institucionais paulista por indicação do próprio governador, reforçou a necessidade de o aliado demonstrar independência.

“É fundamental que ele tenha a sua identidade”, reiterou o presidente do PSD, lembrando que o partido mantém três ministérios na Esplanada e atua para construir uma terceira via nas eleições de outubro.

Com a filiação de Caiado, analistas políticos viram um movimento de afastamento do PSD em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado pelo pai como possível representante da direita na disputa nacional.

As articulações internas devem prosseguir ao longo do primeiro semestre, quando Kassab promete definir qual dos nomes da sigla terá respaldo oficial para entrar na corrida presidencial.

Com informações de Gazeta do Povo