Um juiz federal do Distrito Central da Flórida determinou nesta quinta-feira (5) que o governo dos Estados Unidos entregue, sem qualquer tipo de tarja, todos os registros sobre a alegada entrada do ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, em território norte-americano em 2022.
A ordem foi assinada pelo magistrado Gregory Presnell, que acolheu pedido da defesa de Martins em ação movida contra o Departamento de Segurança Interna (DHS) e o Serviço de Imigração dos EUA. Os advogados alegam que dados falsos sobre o cliente foram inseridos nos sistemas oficiais de controle migratório.
Martins, atualmente preso no Paraná, questiona informações que indicariam uma viagem aos Estados Unidos em dezembro de 2022. Em outubro de 2025, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) confirmou que ele não ingressou no país naquela data.
No Brasil, a Polícia Federal recomendou a abertura de inquérito para apurar se o ex-assessor teria simulado a viagem. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou o episódio como um dos fundamentos para decretar a prisão preventiva de Martins.
Ao longo de 2024, a defesa apresentou diversos pedidos de liberdade ao STF, todos rejeitados pela Corte. Os advogados sustentam que não há prova de saída do país e que a detenção se prolonga por período excessivo.
Com a decisão desta quinta, a administração federal norte-americana deverá fornecer ao tribunal, em prazo ainda a ser definido, a documentação completa referente aos registros de imigração de Filipe Martins.
Com informações de Gazeta do Povo