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Juiz adia decisão e Carla Zambelli continua presa na Itália após nova audiência

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A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) compareceu nesta quarta-feira (27) ao Tribunal de Apelação de Roma, mas permanecerá detida enquanto a Justiça italiana analisa um pedido de liberdade apresentado por sua defesa.

Os advogados sustentam que não há motivo para manter a parlamentar em prisão preventiva na Itália durante o processo de extradição solicitado pelo Brasil. Eles também alegam que Zambelli enfrenta problemas de saúde que exigiriam sua soltura.

Na audiência, o magistrado responsável afirmou precisar de mais tempo para deliberar sobre a manutenção da prisão e sobre o pedido de extradição. Segundo a defesa, os juízes indicaram prazo de 24 a 48 horas, a partir do encerramento da sessão, para anunciar a decisão sobre a libertação. A Justiça italiana não confirmou o período, mas informou que um novo despacho pode ser emitido a qualquer momento, inclusive até o fim do dia.

Paralelamente, os advogados protocolaram outro pedido de liberdade, argumentando que o governo brasileiro não requisitou formalmente a prisão preventiva da deputada. Na saída do tribunal, a defesa declarou esperar que Zambelli seja libertada em breve.

A parlamentar está presa desde 29 de julho, quando teve seu nome incluído na difusão vermelha da Interpol a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu mandado de prisão preventiva. Dias antes, ela viajara para os Estados Unidos e, em seguida, para a Itália, país do qual também possui cidadania.

Em 15 de agosto, o STF condenou Zambelli a 10 anos de prisão, apontando-a como mentora da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O hacker Walter Delgatti, réu confesso, também foi condenado no mesmo processo.

Na semana passada, a deputada recebeu nova sentença da Corte: cinco anos e três meses pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma, relacionados a um episódio de 2022. A decisão ainda cabe recurso.

Após a segunda condenação, o advogado Fábio Pagnozzi divulgou nota afirmando que Zambelli “manifesta surpresa e profundo desacordo” com o veredicto, que, segundo ele, viola o devido processo legal e demonstra perseguição política.

Enquanto o tribunal italiano não profere novo despacho, a deputada continua recolhida em Roma.

Com informações de direitaonline.com.br