Home / Política / Itamaraty rejeita ameaça de sanções dos EUA após STF condenar Bolsonaro

Itamaraty rejeita ameaça de sanções dos EUA após STF condenar Bolsonaro

ocrente 1757642422
Spread the love

O Ministério das Relações Exteriores afirmou na noite de quinta-feira (11) que “ameaças não intimidarão nossa democracia”, respondendo a uma mensagem do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Mais cedo, Rubio declarou no X (antigo Twitter) que Washington adotaria “medidas adequadas” contra o que classificou como “caça às bruxas” envolvendo a condenação do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

A reação do Itamaraty veio poucas horas depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria para condenar Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e outros delitos. A pena definida foi de 27 anos e 3 meses de prisão, além de multa.

Nota oficial defende Judiciário

Na nota divulgada nas redes sociais, o Itamaraty ressaltou que “o Poder Judiciário brasileiro julgou, com a independência assegurada pela Constituição de 1988, os primeiros acusados pela frustrada tentativa de golpe de Estado, que tiveram amplo direito de defesa”. O ministério acrescentou que “as instituições democráticas brasileiras deram sua resposta ao golpismo”.

Votação no STF

O julgamento terminou em 4 a 1 pela condenação. A ministra Cármen Lúcia acompanhou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e proferiu o voto decisivo, qualificando Bolsonaro como articulador do plano de ruptura institucional. O ministro Luiz Fux foi o único a votar pela absolvição.

Trump critica veredicto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou. Em conversa com jornalistas, disse estar “surpreso” com o resultado: “Eu assisti ao julgamento, conheço-o muito bem. É muito parecido com o que tentaram fazer comigo. Ele foi um bom homem e não vejo isso acontecendo”, afirmou.

Pressão anterior

Em julho, o governo Trump já havia imposto sanções a ministros do STF, aplicando a Lei Magnitsky ao relator Alexandre de Moraes. Na mesma ocasião, Washington aumentou tarifas sobre produtos brasileiros, intensificando a pressão diplomática e econômica sobre o país.

Com informações de Gazeta do Povo