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Indicado de Lula ao STF, Jorge Messias exalta fé e promete respeito à separação dos Poderes

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Brasília – O advogado-geral da União, Jorge Messias, oficializou na quarta-feira, 1º de abril, sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em carta enviada ao Senado Federal, o escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou valores cristãos e assumiu compromisso com a harmonia institucional, numa tentativa de reduzir resistências entre parlamentares.

Valores ressaltados aos senadores

Messias afirmou que sua atuação será guiada por “fé, família, trabalho e ética no serviço público”. Filho de pais cristãos e membro da Igreja Batista, ele citou a própria origem evangélica como sinal de afinidade com a influente bancada religiosa do Congresso.

Separação dos Poderes como eixo central

O advogado-geral disse ter “absoluta consciência” de que o cargo de ministro do STF exige distanciamento institucional. Para ilustrar perfil conciliador, lembrou negociações que conduziu na Advocacia-Geral da União sobre emendas parlamentares e sobre a desoneração da folha de pagamentos.

Apoio e silêncio no Supremo

Até o momento, Messias recebeu apoio público do ministro André Mendonça, também oriundo da AGU e de tradição evangélica. Já o ministro Flávio Dino, que disputou indicações anteriores ao tribunal, manteve silêncio por considerar o tema politicamente sensível.

Caminho da indicação no Senado

A mensagem presidencial segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). Após leitura do relatório e cumprimento de prazos regimentais, Messias será sabatinado. Se aprovado na CCJ, precisará de pelo menos 41 votos no plenário para tomar posse no STF.

Obstáculos políticos

O andamento depende do cronograma definido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A relatoria deve ficar com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), recentemente alvo de operações policiais, fator que adiciona complexidade ao processo.

Com a carta já protocolada, a expectativa é de que a sabatina ocorra ainda no primeiro semestre, mas a data final dependerá do acordo entre líderes partidários.

Com informações de Gazeta do Povo