Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) solicitaram nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, que Câmara e Senado retomem a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, encaminhada pelo Executivo.
O apelo foi feito durante coletiva sobre três operações deflagradas na manhã do mesmo dia contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações atingiram mais de mil postos de combustíveis em dez estados e fintechs suspeitas de lavagem de dinheiro por meio da adulteração de gasolina e diesel. A ação reuniu Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais.
Segundo Haddad, a PEC pretende tornar permanente a articulação entre órgãos federais e estaduais no combate ao crime organizado. “A proposta facilita a coordenação diária das forças de segurança”, afirmou o ministro, defendendo que disputas políticas sejam deixadas de lado.
Lewandowski reforçou a necessidade de integração. Para ele, o texto em discussão no Congresso permitiria que informações de inteligência fossem compartilhadas em todo o país e que operações passassem a ser planejadas de forma conjunta. “Precisamos institucionalizar essa cooperação”, declarou.
A iniciativa do governo enfrenta resistência da oposição, que vê na matéria uma possibilidade de intervenção da União na segurança dos estados. A PEC está parada na Câmara desde a criação, em 2024, de uma comissão especial anunciada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas que ainda não foi instalada.

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Durante a entrevista, Lewandowski também destacou o avanço de organizações criminosas em atividades legais e defendeu uma estratégia nacional para enfrentá-las. Haddad acrescentou que o bloqueio de ativos atingiu o “andar de cima” do PCC, comprometendo o financiamento das facções.
Com informações de Gazeta do Povo