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Governo reúne base aliada após revés e busca blindar Lula na CPMI do INSS

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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou para esta segunda-feira, 25 de agosto de 2025, uma reunião emergencial com deputados e senadores da base governista. O encontro, no Palácio do Planalto, tem como meta definir a estratégia do Executivo na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e evitar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vire alvo direto das investigações sobre descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

A primeira sessão formal da CPMI está marcada para terça-feira, 26. Segundo interlocutores do governo, os parlamentares aliados receberão orientação para não faltar às reuniões nem às votações de requerimentos. Também foram recomendados o cancelamento de viagens oficiais e o adiamento de procedimentos médicos eletivos durante o funcionamento do colegiado.

Derrota na instalação do colegiado

A mobilização foi acelerada após a oposição assumir os principais cargos da comissão. Na semana passada, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente da CPMI, e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) ficou com a relatoria. Eles superaram os nomes defendidos pelo Planalto: o senador Omar Aziz (PSD-AM) para a presidência e o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para a relatoria.

A ausência de parte da base na sessão de instalação provocou críticas internas. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), reconheceu a falha na articulação e chegou a colocar o cargo à disposição. “O time entrou com salto alto, subestimou o adversário”, declarou.

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Imagem: José Cruz via gazetadopovo.com.br

Próximos passos da investigação

A CPMI poderá funcionar por até seis meses. Entre os primeiros nomes cotados para depor está o ex-ministro Carlos Lupi, responsável pela pasta quando surgiram as denúncias de descontos fraudulentos em benefícios do INSS. Aliados avaliam que a comissão tem potencial para desgastar a imagem do governo e, por isso, pretendem acompanhar de perto cada votação.

Com informações de Gazeta do Povo