São Paulo — Quatro governadores apontados como potenciais candidatos ao Planalto em 2026 saíram em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e criticaram a prisão preventiva decretada neste sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os chefes de Executivo estaduais Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Junior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO) classificaram a medida como injusta, abusiva e politicamente motivada.
Declarações dos governadores
Tarcísio declarou que Bolsonaro “é inocente” e que “o tempo mostrará” a suposta injustiça. Ele afirmou ainda que retirar “um homem de 70 anos de casa, desconsiderando seu estado de saúde grave e ignorando laudos médicos, atenta contra a dignidade humana”. O governador paulista prometeu atuar para reverter a decisão.
Ratinho Junior reforçou a preocupação com a saúde do ex-presidente, lembrando que ele já cumpria prisão domiciliar. Para o paranaense, houve “insensibilidade do Poder Judiciário”. “Triste Brasil!”, resumiu.
Romeu Zema qualificou a prisão como “revanchismo político”, “abuso de poder” e “silenciamento opositor”. Segundo o mineiro, Bolsonaro foi afastado do convívio familiar “de forma arbitrária e vergonhosa para nossa história”.
Ronaldo Caiado afirmou que a detenção tenta “envergar a dignidade” do ex-chefe do Executivo “até o limite”. Ele ironizou a hipótese de fuga de Bolsonaro, dizendo que seria tão improvável quanto “a derrubada do Estado Democrático de Direito por um bando de baderneiros”. O goiano disse esperar revisão rápida pelo STF e previu resposta das urnas em 2026.
Internação de Caiado
Horas após divulgar vídeo contra a decisão, Caiado foi internado no hospital Vila Nova Star, na capital paulista, com arritmia cardíaca. De acordo com sua assessoria, ele deve passar por ablação — procedimento que corrige o ritmo cardíaco — nas próximas 48 horas. O quadro é considerado estável.
Impacto eleitoral
Nos bastidores, dirigentes do Centrão e do PL avaliam que a prisão de Bolsonaro pode acelerar a reorganização da direita para a eleição presidencial de 2026. A liderança conservadora, admitem, terá de ser definida já em 2025.
Com informações de Gazeta do Povo