Brasília – O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi removido pela Polícia Legislativa na tarde desta terça-feira (9) depois de permanecer cerca de uma hora sentado na cadeira da Presidência da Câmara dos Deputados.
Segundo a deputada Maria do Rosário (PT-RS), Braga foi carregado pelos seguranças do Legislativo enquanto parlamentares aliados tentavam impedir a ação. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram Alencar Santana (PT-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Lindbergh Farias (PT-RJ) tentando manter o colega no posto.
Antes da retirada, a transmissão ao vivo da TV Câmara foi interrompida e profissionais de imprensa tiveram de deixar o plenário. “Que me arranquem desta cadeira e me tirem do plenário”, declarou Braga minutos antes de ser conduzido para fora da Mesa Diretora.
Críticas à condução da Câmara
Alvo de processo que pode levar à perda do mandato por suposta agressão a uma pessoa nas dependências da Casa, o parlamentar afirmou que sua ocupação foi um ato de resistência. Ele criticou o presidente da sessão, Hugo Motta (Republicanos-PB), pelo tratamento dado a deputados de direita que, em agosto, permaneceram 45 horas na Mesa sem sofrerem intervenção policial.
“Com os golpistas que sequestraram a mesa, sobrou docilidade. Agora, com quem não entra no jogo deles, é porrada”, disse Braga, alegando ainda que deputadas foram agredidas durante a operação de retirada.
O deputado sustentou que está sendo alvo de “tentativa de silenciamento” por denunciar o chamado orçamento secreto e confrontar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). “Amanhã, eles botam a tentativa de cassação no plenário da Câmara”, acrescentou.
Após a condução de Braga, a sessão foi retomada sob controle da Mesa Diretora.
Com informações de Direita Online