Home / Política / Girão cobra CPI do Banco Master e acusa Alcolumbre de paralisar investigação no Senado

Girão cobra CPI do Banco Master e acusa Alcolumbre de paralisar investigação no Senado

ocrente 1772063359
Spread the love

Brasília — 25 de fevereiro de 2026. A sessão de reabertura dos trabalhos legislativos, realizada na terça-feira (24), foi palco de um pronunciamento duro do senador Eduardo Girão (Novo-CE) contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Da tribuna, Girão responsabilizou Alcolumbre pela falta de reação do Congresso ao escândalo do Banco Master e exigiu a instauração imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o que classificou como “a maior fraude financeira da história”.

Pressão por investigação

Autor do requerimento da CPI — já apoiado por 51 dos 81 senadores —, Girão afirmou que há três meses o pedido permanece sem despacho na Mesa Diretora. Ele rechaçou eventuais articulações para trocar a abertura da comissão por votações de interesse do governo, como o veto presidencial ao projeto que reduz penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. “A CPI é inegociável”, declarou.

Críticas diretas a Alcolumbre

O senador cearense disse que Alcolumbre seria “talvez o maior responsável” pela “desmoralização” da Casa e que o prazo para agir já se esgotou. Olhando para o presidente do Senado, lembrou que o Amapá — estado representado por Alcolumbre — perdeu R$ 400 milhões do fundo de previdência dos servidores em aplicações no Banco Master. “O senhor deveria ser o primeiro a querer investigar tudo”, ressaltou.

Mencionados ministros do STF

Girão também pediu a abertura de processos de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que, segundo ele, teriam ligação com o caso. O parlamentar citou ainda contrato de R$ 129 milhões firmado entre o banco e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, revelado pela imprensa.

“República do segredismo”

Ao recordar a promessa de transparência feita por Alcolumbre em 2019, Girão acusou a gestão atual de manter “sigilo de 100 anos” sobre visitas do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, a gabinetes de senadores. Para o senador, o Senado “fechou para balanço” durante todo o mês de fevereiro enquanto o país aguardava respostas ao escândalo financeiro.

Repercussão e cenário eleitoral

O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), apoiou Girão e associou o caso a gestões do PT, chamando de “chantagem” qualquer tentativa de condicionar votações à retirada da CPI. Girão, que encerra seu primeiro mandato e é pré-candidato ao governo do Ceará em 2026, disse que irá “às últimas consequências” para instalar a comissão. Alcolumbre ouviu todo o discurso sem se manifestar.

Com informações de Gazeta do Povo