Em evento realizado em São Paulo nesta segunda-feira, 25 de agosto de 2025, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou não ter mantido contatos recentes com o ex-presidente Jair Bolsonaro. O magistrado explicou que seu nome apareceu em mensagens divulgadas pela Polícia Federal (PF) porque, historicamente, atua como interlocutor de diversos agentes políticos.
Gilmar Mendes também criticou a aplicação da Lei Magnitsky ao colega Alexandre de Moraes, medida que impede o ministro de manter contas e investimentos em instituições financeiras nos Estados Unidos. Segundo ele, não há fundamento para estender a sanção a integrantes do STF que exercem suas atribuições. “Se houver necessidade, a jurisdição brasileira se manifestará”, declarou.
Referências a Bolsonaro nas investigações da PF
Relatório da PF sobre suposta tentativa de golpe reuniu áudios nos quais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) envia arquivos ao pai, Jair Bolsonaro, que recomenda esquecer críticas a Gilmar Mendes. O conteúdo dos arquivos não foi recuperado, mas as gravações sugerem que o ex-presidente buscava evitar atritos com ministros do Supremo, temendo possíveis sanções.
Gilmar Mendes disse que seu gabinete recebe pessoas “de todos os lados” e comparou o fluxo de visitantes a um “pátio dos milagres”, expressão usada para descrever a diversidade de interlocutores políticos que o procuram.

Imagem: Tânia Rêgo
Inelegibilidade de Bolsonaro
Questionado sobre declarações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a respeito de eventual revisão da inelegibilidade de Bolsonaro, o ministro foi taxativo: a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tornou o ex-presidente inelegível até 2030 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, já transitou em julgado. “Não há espaço para brincadeiras nessa temática”, afirmou.
Com informações de Gazeta do Povo