Brasília — 09 de outubro de 2025. O ministro Gilmar Mendes afirmou, nesta quinta-feira (9), que não guarda mágoas do colega Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada do Supremo Tribunal Federal (STF) após 12 anos na Corte.
Durante a sessão plenária marcada pelo comunicado de Barroso, Mendes lembrou o apoio prestado ao magistrado ao longo dos dois últimos anos, período que classificou como “os mais difíceis” de sua trajetória no tribunal. “O compromisso tem que ser com a instituição”, declarou.
Do confronto à reconciliação
O gesto de conciliação contrasta com o episódio de 2018, quando, em debate sobre doações eleitorais transmitido ao vivo pela TV Justiça, Barroso chamou Mendes de “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”. Na época, o confronto ganhou ampla repercussão nas redes sociais.
Na despedida, Barroso reconheceu o distanciamento provocado pelo desentendimento e disse que “a vida os afastou e depois reaproximou”.
Aposentadoria antecipada
Aos 67 anos, Barroso poderia permanecer no STF até março de 2033, quando completará 75 anos, idade da aposentadoria compulsória. Chorando e com dificuldade para ler o discurso, o ministro tomou água e chegou a brincar que “tinha se preparado” para o momento.
Barroso ingressou no Supremo em 2013, indicado pela então presidente Dilma Rousseff (PT). Ele deixa o tribunal sem informar se assumirá novas funções públicas ou acadêmicas.
Com a saída, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar o sucessor, que precisará ser aprovado pelo Senado Federal.
Com informações de Gazeta do Povo