Home / Política / Gilmar Mendes afirma que arquivamento de denúncia contra Toffoli mostra “instituições em operação”

Gilmar Mendes afirma que arquivamento de denúncia contra Toffoli mostra “instituições em operação”

ocrente 1769128453
Spread the love

Brasília – O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), elogiou nesta quinta-feira (22) a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar a representação que pedia o afastamento do colega Dias Toffoli da relatoria do inquérito sobre o Banco Master.

Para Gilmar, o despacho do procurador-geral da República, Paulo Gonet, confirma que “as instituições estão funcionando” e assegura a “estabilidade democrática” ao respeitar o devido processo legal. Segundo o ministro, decisões baseadas em critérios jurídicos, e não em pressões externas, reforçam a segurança jurídica e consolidam a maturidade do sistema constitucional brasileiro.

Arquivamento na PGR

Gonet arquivou o pedido apresentado por parlamentares da oposição que buscavam afastar Toffoli do caso. A solicitação tinha como base suspeitas de conflito de interesses envolvendo o ministro, ressaltadas após a divulgação de novas informações relacionadas ao inquérito que apura supostas fraudes no Banco Master.

Com o arquivamento, Gilmar Mendes avaliou que houve “respeito às regras institucionais” e “reafirmação da autonomia dos órgãos de Justiça”.

Pressão no Congresso

Oposição no Congresso ampliou a ofensiva contra Toffoli depois do surgimento de indícios que também incluem um resort com cassino anteriormente ligado a familiares do ministro — empreendimento que pertencia a dois irmãos dele até fevereiro de 2025. Senadores e deputados apresentaram pedidos de impeachment e novas representações à PGR, além de requererem investigações ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No entanto, até o momento, a decisão da PGR mantém Toffoli na relatoria do inquérito e afasta a possibilidade de seu afastamento imediato.

Gilmar Mendes concluiu que a preservação das garantias institucionais é “condição essencial” para a confiança da sociedade no Estado de Direito.

Com informações de Gazeta do Povo