Home / Política / Futuro de Toffoli no STF e investigação contra Lulinha agitam bastidores em Brasília

Futuro de Toffoli no STF e investigação contra Lulinha agitam bastidores em Brasília

ocrente 1772641170
Spread the love

As investigações que envolvem o Banco Master e o senador Rodrigo Pacheco (União-MG) colocaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli sob pressão. Em meio às articulações, a possível vacância na Corte virou moeda de troca na corrida pelo governo de Minas Gerais.

No programa “Última Análise”, exibido nesta terça-feira (3), o ex-procurador Deltan Dallagnol afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogita oferecer a Pacheco uma cadeira no STF caso ele não vença a disputa estadual. O senador, porém, buscaria uma garantia concreta, o que dependeria do afastamento de Toffoli.

Quebra de sigilo de Lulinha é mantida

Também nesta terça-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve a decisão que quebrou os sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís da Silva, o “Lulinha”. Segundo o portal Metrópoles, a defesa do filho do presidente pretende responsabilizar a lobista Roberta Luchsinger, apontada pela Polícia Federal como integrante de um núcleo político envolvido no desvio de recursos.

A advogada Júlia Lucy avaliou que, com o sigilo já levantado, as movimentações financeiras inevitavelmente virão à tona. “A polícia vai seguir o rastro do dinheiro e identificar que Lulinha recebia uma mesada”, afirmou.

Debate sobre “penduricalhos” no STF

Enquanto isso, o presidente do STF, Edson Fachin, instalou na segunda-feira (2) uma comissão para discutir o pagamento de benefícios fora do teto do funcionalismo – os chamados “penduricalhos”. Nos bastidores, há conversas sobre elevar o teto salarial dos ministros, atualmente em R$ 46,3 mil.

Júlia Lucy classificou a iniciativa como “imoral”: “Somos um país em que a renda média é de R$ 2.500. É vergonhoso ver servidores públicos alcançando R$ 100 mil”, disse. O Planalto, segundo interlocutores, não quer tratar do tema antes das eleições por causa do possível efeito cascata nos demais poderes.

Dallagnol acrescentou que o STF busca manter sob controle as carreiras do Judiciário e do Ministério Público para negociar reajustes no Congresso. O debate sobre os benefícios deve ter participação do Executivo, mas não há data definida para avançar.

O programa “Última Análise” vai ao ar no YouTube da Gazeta do Povo de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h30.

Com informações de Gazeta do Povo