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Fundador da Reag admite serviços ao Banco Master e refuta elo com PCC na CPI

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O fundador da gestora de investimentos Reag, João Carlos Mansur, afirmou nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, à CPI do Crime Organizado que a empresa manteve operações regulares com o Banco Master, mas negou qualquer participação em fraudes financeiras ou vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Mansur depôs após a Polícia Federal apontar a Reag como parte da estrutura usada pelo Master, do empresário Daniel Vorcaro, para supostas transações ilícitas investigadas na operação Carbono Oculto. A gestora foi liquidada pelo Banco Central em janeiro, sob suspeita de administrar fundos que teriam recebido recursos da facção.

“O Banco Master era apenas mais um cliente, como quaisquer outros. Não houve irregularidade”, disse o executivo. Ele também negou ligação com o PCC: “Em 15 mil páginas do inquérito não há menção à Reag associada à facção”. Segundo Mansur, a empresa foi “penalizada por ser grande e independente”.

Quebras de sigilo aprovadas

Na mesma sessão, os parlamentares autorizaram a quebra de sigilos fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro e preso na semana passada — e de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, apontado como operador de um grupo de intimidação ligado ao banqueiro. Sicário cometeu suicídio na prisão recentemente; a CPI pedirá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, informações sobre a morte.

Outros requerimentos aprovados convocam os servidores do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, além do policial federal aposentado Marilson Roseno, suspeitos de colaborar com o esquema de Vorcaro.

O depoimento de Mansur integra a estratégia da CPI de rastrear o possível uso de instituições financeiras por organizações criminosas para lavar dinheiro e fraudar o sistema bancário.

Com informações de Gazeta do Povo