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Funcionário do Banco do Brasil assume comando dos Correios em meio a rombo de R$ 4,37 bi

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Brasília — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou o funcionário de carreira do Banco do Brasil, Emmanoel Schmidt Rondon, para a presidência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A confirmação ocorreu nesta terça-feira (16), após aval da Casa Civil e aprovação do Comitê de Pessoas, Elegibilidade, Sucessão e Remuneração da estatal.

Rondon chega ao cargo com trajetória técnica no setor financeiro. No Banco do Brasil, atuou como gerente executivo da Diretoria de Governo e foi membro suplente do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais (CRIFF).

Ele substitui Fabiano Silva dos Santos, que solicitou demissão em 4 de julho, mas permaneceu no posto por mais de dois meses a pedido do presidente da República.

Desafio: estancar prejuízo crescente

A mudança de comando ocorre enquanto os Correios enfrentam grave crise financeira. No primeiro semestre de 2023, a estatal registrou prejuízo de R$ 4,37 bilhões, alta de 222 % em comparação ao mesmo período de 2024, quando o resultado negativo havia sido de R$ 1,35 bilhão.

Apenas no segundo trimestre de 2023, a perda foi de R$ 2,64 bilhões, quase cinco vezes o déficit de R$ 553 milhões apurado entre abril e junho de 2024.

Desde 2022, a empresa acumula resultados negativos. A receita bruta com vendas e prestação de serviços somou R$ 8,52 bilhões no primeiro semestre de 2025, queda nominal de 11,3 % em relação ao ano anterior.

Entre os fatores apontados pelos Correios para o recuo estão restrições financeiras externas e a retração do segmento internacional, impactada por mudanças regulatórias. O serviço de postagem internacional sofreu redução de 61,3 % na receita, totalizando R$ 815,2 milhões no período, especialmente após a cobrança da chamada “taxa das blusinhas” sobre produtos de pequeno valor.

Com o novo presidente, a estatal ligada ao Ministério das Comunicações busca estratégias para reverter o quadro deficitário e recuperar competitividade no mercado.

Com informações de Gazeta do Povo