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CPMI do INSS revela fraude bilionária no Banco Master e mantém Daniel Vorcaro atrás das grades

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Brasília, 31 de março de 2026. Mesmo rejeitado pela maioria governista, o relatório final da CPMI do INSS detalhou um esquema de fraudes que pode ter lesado aposentados e pensionistas em bilhões de reais. No centro das irregularidades estão o Banco Master e seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso na carceragem da Polícia Federal na capital federal.

Contratos sem respaldo e dívidas impagáveis

Segundo o documento, 84,3% das operações analisadas não apresentavam comprovação documental da legalidade dos empréstimos. A comissão listou mais de 250 mil contratos irregulares, apontando falhas na validação de biometria digital e indícios de manipulação da margem consignável — limite usado para autorizar crédito consignado. A manobra, executada principalmente por meio do produto Credcesta, gerava dívidas consideradas impagáveis para beneficiários do INSS.

Situação de Daniel Vorcaro

Responsável pelas operações do banco, Vorcaro foi detido por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão cita risco de destruição de provas e tentativa de influenciar testemunhas. O relator da CPMI pediu o indiciamento do banqueiro por organização criminosa, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e estelionato.

Relações sob suspeita com o Judiciário

O relatório sugere investigações sobre possíveis práticas ilícitas envolvendo parentes de ministros do STF. Entre os pontos mencionados estão contratos de honorários advocatícios firmados pelo Banco Master com escritórios ligados a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e a necessidade de apurar a eventual relação do ministro Dias Toffoli com Vorcaro. Todos os citados negam qualquer irregularidade.

Operação Sem Desconto

As conclusões da CPMI dialogam com a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação descobriu que o Banco Master comprava carteiras de crédito de empresas de fachada e as revendia com sobrepreço, mesmo quando os empréstimos não chegavam a ser concedidos aos idosos.

Nova CPI no horizonte

Diante da rejeição do relatório e das lacunas apontadas, parlamentares da oposição já recolheram assinaturas para instalar uma CPI exclusiva sobre o caso Master. A abertura depende agora da decisão dos presidentes da Câmara e do Senado.

O futuro do Banco Master e de seu controlador permanece incerto, enquanto as autoridades analisam os próximos passos das investigações.

Com informações de Gazeta do Povo