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Flávio Bolsonaro promete Estado enxuto, redução de impostos e nova rodada de privatizações

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que, caso seja eleito presidente da República, pretende enxugar a máquina pública, diminuir a carga tributária e retomar o programa de privatizações iniciado no governo do pai, Jair Bolsonaro. As afirmações foram feitas em entrevista exclusiva à agência Reuters, a primeira concedida a um veículo internacional desde o lançamento de sua pré-candidatura, neste mês.

Ao se apresentar como um nome “mais moderado” da direita, o parlamentar de 44 anos disse buscar o apoio de eleitores ligados ao mercado financeiro. “Sempre tive esse perfil ponderado”, afirmou, diferenciando-se do ex-chefe do Executivo.

Agenda econômica

Entre as prioridades listadas estão equilíbrio fiscal, controle de gastos públicos, modernização do Estado e “obsessão” por reduzir impostos. O senador reconheceu que parte do mercado esperava o apoio de Jair Bolsonaro ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas avalia que sua postura tem conquistado adesões: “Alguns dizem que sou o Bolsonaro que a gente sempre quis”.

Privatizações em foco

Flávio citou os Correios como alvo imediato de desestatização, diante de déficits recorrentes. Sobre a Petrobras, defendeu análise segmentada para determinar quais áreas podem ser vendidas. “É um grande conglomerado; precisamos ver o que funciona e o que pode ser privatizado”, disse.

O senador também propôs ampliar a participação privada na aviação civil, setor que, segundo ele, carece de concorrência devido à predominância de duas ou três companhias.

Conselheiros econômicos

Ainda sem anunciar um nome para o Ministério da Economia, Flávio revelou que busca aconselhamento de figuras do governo anterior, como Paulo Guedes, o ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ex-ministro Adolfo Sachsida e Daniella Marques, ex-presidente da Caixa.

Disputa eleitoral

O pré-candidato descartou a possibilidade de ter a madrasta, Michelle Bolsonaro, como vice e admitiu desvantagem de cerca de 10 pontos percentuais em simulações de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele também enfrenta críticas de aliados de Jair Bolsonaro, como o pastor Silas Malafaia.

Viagens ao exterior

Para atrair investimentos, Flávio planeja viagens internacionais a partir de janeiro, com passagens por Estados Unidos, Argentina, Chile, Israel, países do Oriente Médio e Europa. Ele manifestou interesse em reunir-se com o ex-presidente norte-americano Donald Trump e, se eleito, convidá-lo para a posse em janeiro de 2027.

A logística dos deslocamentos está a cargo do irmão Eduardo Bolsonaro, que perdeu o mandato de deputado federal após mudar-se para os Estados Unidos para coordenar ações contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator de processo criminal envolvendo Jair Bolsonaro.

Com informações de Direita Online