Dallas (EUA) – O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, declarou neste sábado (28) que confia na vitória nas eleições de 2026 caso o pleito transcorra “de forma livre e justa”. O pronunciamento ocorreu no terceiro dia da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Dallas, Texas.
Apresentado pelo irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o senador iniciou o discurso exibindo imagens do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar no Brasil. Flávio comparou a situação judicial do pai ao processo enfrentado pelo ex-mandatário norte-americano Donald Trump, classificando ambos os casos como resultado de “perseguição política”.
Críticas ao Judiciário e à política externa
Segundo o parlamentar, Jair Bolsonaro foi condenado não por corrupção, mas por “lawfare”, termo usado para descrever suposto uso do sistema de Justiça como instrumento de perseguição. Ao traçar paralelos com Trump, Flávio alegou que a real motivação seria a defesa de pautas conservadoras.
O senador também criticou a política externa conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mostrando fotos de Lula com Nicolás Maduro, Flávio afirmou que o atual governo se aproxima da China e adota posições “contrárias aos interesses dos Estados Unidos” em temas como Venezuela, Irã, Cuba e combate ao narcotráfico.
Brasil como parceiro estratégico dos EUA
No discurso, Flávio destacou a importância econômica e geográfica do Brasil, mencionando reservas de água doce, terras agrícolas e minerais considerados essenciais para tecnologias de ponta. Na avaliação do senador, o país pode ajudar Washington a reduzir a dependência da China na cadeia de suprimentos de terras raras.
Ele citou ainda um episódio recente envolvendo o assessor do Departamento de Estado norte-americano Darren Beattie, que teve o visto cancelado após manifestar interesse em visitar Jair Bolsonaro. Para Flávio, o caso ilustra a tensão atual nas relações bilaterais.
Campanha e promessas
Reforçando a pré-candidatura, o parlamentar afirmou estar formando uma “ampla coalizão” com empresários, jovens e famílias. Se eleito, prometeu retomar medidas do governo Bolsonaro, entre elas o combate ao crime organizado, a oposição à agenda ambiental tida como “radical” e a reaproximação com os Estados Unidos.
Apelo por monitoramento internacional
Na parte final, Flávio solicitou que governos e instituições estrangeiras acompanhem o processo eleitoral brasileiro. Ele disse não desejar interferência externa, mas “atenção e monitoramento” para garantir liberdade de expressão e contagem correta dos votos. “Se nosso povo puder se expressar livremente e os votos forem contados corretamente, vamos vencer”, concluiu.
Com informações de Gazeta do Povo