Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira (26) ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que retomará integralmente as relações comerciais entre Brasil e Israel em 2027, se vencer as eleições de 2026.
O compromisso foi anunciado durante a Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no Knesset, o Parlamento israelense. Flávio e o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), participam do evento que começou nesta segunda.
“Me comprometi a retomar integralmente as relações comerciais com Israel a partir de 2027, já que praticamente todas foram suspensas por questões ideológicas pelo governo brasileiro”, declarou o senador.
Em publicação no X (antigo Twitter), Flávio disse sentir-se honrado pelo encontro com Netanyahu, destacou o combate ao antissemitismo como “responsabilidade de todos” e reforçou que pretende “fortalecer laços” entre os dois países.
Comércio afetado
Israel foi o primeiro país fora das Américas a firmar acordo comercial com o Mercosul, assinado em 2007. O Brasil exporta para o mercado israelense commodities como petróleo, carne bovina, soja e milho, e importa principalmente equipamentos médicos e de defesa.
As trocas bilaterais foram abaladas em 2025, quando o governo brasileiro zerou as exportações oficiais de petróleo bruto para Israel, em meio a divergências entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — defensor da criação de um Estado palestino — e Netanyahu.
Críticas de Eduardo Bolsonaro
Também presente à conferência, Eduardo Bolsonaro criticou nas redes sociais a saída do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. “Por que o governo Lula rejeita a educação sobre o Holocausto em nosso país, com a segunda maior população judaica da América Latina?”, questionou o ex-deputado.
Diálogo Lula-Trump
No mesmo dia, Lula conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a participação brasileira no conselho de paz proposto por Washington. O chefe do Executivo brasileiro pediu que o órgão concentre-se na guerra em Gaza e inclua a Palestina entre seus membros.
Com informações de Gazeta do Povo