O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou neste domingo, 1º de março de 2026, durante o ato “Acorda Brasil” na Avenida Paulista, em São Paulo, que trabalhará pela anistia aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023 e projetou a volta do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto em 2027.
“Em janeiro de 2027 você vai, pessoalmente, subir a rampa do Planalto junto com o povo brasileiro”, relatou Flávio, referindo-se ao que disse ao pai, que cumpre pena no presídio da Papudinha, em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado.
O discurso marcou a primeira participação pública do senador desde o anúncio de sua pré-candidatura à Presidência da República, feito em dezembro passado.
Anistia e derrubada de veto
Flávio condicionou a libertação dos presos do 8 de Janeiro à derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que trata da dosimetria das penas. “Esse primeiro passo vai ser dado em breve, e muitas ou praticamente todas as pessoas do 8 de janeiro vão poder ir para suas casas”, afirmou, sob aplausos.
Alegações de perseguição política
O parlamentar classificou o momento como um período de “perseguição política”, citando bloqueios em redes sociais, operações da Polícia Federal e uso de tornozeleiras eletrônicas. “O silêncio não é mais uma opção”, disse.
Ataques ao governo Lula e ao STF
Comparando gestões, Flávio apontou que o governo Bolsonaro “lutava pela liberdade de pensamento na sala de aula” e ampliou o Bolsa Família na pandemia, enquanto acusou o governo atual de elevar gastos via cartão corporativo e de “deixar jovens sem perspectivas”. Ele também evocou escândalos como mensalão e petrolão para questionar: “Dá para comparar Lula e Bolsonaro?”.
Sobre o Supremo Tribunal Federal, defendeu o impeachment de ministros que, segundo ele, “descumpram a lei”, mas disse que a medida não avança por falta de maioria no Senado.
Elogios a Nikolas Ferreira
Flávio elogiou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), organizador do ato, e mencionou a caminhada promovida por ele entre Minas Gerais e Brasília, em janeiro, como fator de mobilização dos apoiadores.
O evento reuniu milhares de manifestantes na principal via da capital paulista e teve discursos focados na defesa de anistia, críticas ao STF e ao governo federal.
Com informações de Gazeta do Povo