Alexander Soros, presidente da Open Society Foundations e filho do investidor George Soros, esteve em Brasília na terça-feira (19) para uma série de encontros voltados aos preparativos da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), marcada para novembro de 2025 em Belém (PA).
O principal compromisso ocorreu no Ministério da Fazenda, onde Soros se reuniu com o titular da pasta, Fernando Haddad (PT-SP). Segundo o ministério, a conversa abordou “o fortalecimento da agenda climática do país” e as estratégias nacionais para o evento da ONU.
Agenda com parlamentares
Além de Haddad, o dirigente da fundação conversou com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e com os deputados federais Túlio Gadêlha (PDT-PE), Erika Hilton (PSOL-SP) e Dandara Tonantzin (PSOL-MG). As discussões giraram em torno do papel do Brasil na COP 30 e do compromisso do governo federal em consolidar um modelo democrático considerado progressista pela Open Society.
Em publicação na rede social X, Alexander Soros agradeceu as “trocas” feitas em Brasília e afirmou que o Brasil “continua a traçar um modelo progressista único para a democracia em todo o mundo”.
Atuação da Open Society no Brasil
De acordo com dados divulgados pela própria entidade, a Open Society Foundations destinou em 2023 cerca de R$ 165 milhões a projetos brasileiros — 50% a mais que no ano anterior. Entre as organizações apoiadas estão o Instituto Incube, o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o grupo Sleeping Giants Brasil. A fundação financia iniciativas relacionadas a direitos humanos, combate ao racismo, legalização das drogas e descriminalização do aborto.

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Perfil de Alexander Soros
Com 39 anos, Alexander assumiu a presidência da fundação em 2023. Desde então, intensificou contatos com líderes internacionais, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden. Declaradamente contrário às políticas do ex-presidente norte-americano Donald Trump, o executivo já manifestou apoio aos democratas nas eleições de 2024, especialmente à então candidata Kamala Harris, cuja campanha recebeu mais de US$ 85 milhões da família Soros, segundo o Financial Times.
George Soros, patriarca da família, completou 95 anos em agosto de 2025 e ganhou notoriedade mundial após a operação financeira que derrubou a libra esterlina em 1992, episódio que lhe rendeu o apelido de “o homem que quebrou o Banco da Inglaterra”.
Com informações de Gazeta do Povo