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Família Bolsonaro chama de “humilhação” a ordem do STF para vigilância 24 horas do ex-presidente

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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs vigilância 24 horas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela Polícia Penal do Distrito Federal, motivou críticas públicas de integrantes da família do ex-chefe do Executivo.

Em publicação nos stories do Instagram, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou estar passando por “dias desafiadores” e declarou que “a cada dia o desafio é resistir à perseguição, lidar com as incertezas e suportar as humilhações”.

O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) também reagiu. Na rede X, nesta terça-feira, 26 de agosto, ele divulgou foto antiga do pai hospitalizado e classificou a medida como “absurda”. Segundo ele, “nem chefes do tráfico recebem um monitoramento 24 horas como esse”.

No mesmo dia, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) escreveu que o ex-presidente está sendo tratado “pior do que um líder do narcotráfico” e que a situação “não acontece por acaso ou coincidência”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu a determinação como “humilhação” e declarou que “nenhuma prisão pode deter o que Bolsonaro criou”. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não havia se manifestado até a última atualização.

Motivação da medida

Ao determinar a vigilância ininterrupta, Moraes citou risco de fuga do ex-presidente antes do julgamento da ação que apura suposta tentativa de golpe de Estado, marcado para 2 de setembro pela Primeira Turma do STF. O ministro mencionou ainda um documento encontrado com Bolsonaro que, segundo a investigação, possibilitaria sua saída do país mesmo após a imposição de medidas cautelares.

A Procuradoria-Geral da República propôs o monitoramento após manifestação da Polícia Federal e ofício do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). A decisão determina vigilância ostensiva e discreta na residência de Bolsonaro, proibindo ações intrusivas na vida privada da família ou perturbação da vizinhança.

Posicionamento da Polícia Federal e da defesa

Em ofício enviado ao STF, a Polícia Federal afirmou que a presença de agentes dentro da casa do ex-presidente seria a forma mais eficaz de fiscalização, já que a tornozeleira eletrônica pode falhar em caso de queda de sinal de internet, hipótese que daria tempo para eventual evasão.

Para o advogado Paulo Cunha Bueno, que representa Bolsonaro, o pedido transmite “impressão de querer gerar um constrangimento desnecessário”.

Com informações de Gazeta do Povo