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Fachin critica “filhofobia” e cobra transparência sobre filhos advogados de ministros

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, classificou como “filhofobia” as especulações que recaem sobre filhos de magistrados que exercem a advocacia. A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, divulgada nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026.

“Eu, por exemplo, tenho uma filha que é advogada. Por que um filho deve mudar de profissão quando o pai assume a magistratura? Não precisa. Agora, precisa ter transparência: em que atua, onde atua, em quais termos”, afirmou o ministro.

Fachin articula a inclusão de regras de transparência em um código de ética específico para os tribunais superiores. A proposta, segundo ele, encontra resistência de parte dos colegas, que entendem já existir previsão sobre conduta judicial na Lei Orgânica da Magistratura (Loman). A norma determina que o juiz mantenha “conduta irrepreensível na vida pública e particular” e veda manifestações sobre processos em andamento.

Apesar das objeções, Fachin diz que a maioria dos ministros concorda com a ideia, mas avalia que o timing não seria adequado por se tratar de ano eleitoral.

O magistrado contou ter se inspirado em modelos adotados na Alemanha, após visita a Hamburgo em 2012, antes de ingressar no STF. Desde que tomou posse, em 2015, defende que maior controle interno e transparência podem aprimorar a cultura do Tribunal. Ele citou ainda a Operação Lava Jato como exemplo de que “a corrupção, antes de ser crime, é violação ética”.

Com informações de Gazeta do Povo