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Ex-presidente do TST afirma que conduta de Toffoli é “caso de análise psiquiátrica”

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Brasília — O ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e ex-ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto, classificou o comportamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli como “caso de análise pela psiquiatria”. A crítica foi publicada na rede social X na terça-feira, 20, em meio à controvérsia sobre a condução do inquérito que envolve o Banco Master.

Em sua mensagem, Pazzianotto escreveu: “O comportamento do ministro Dias Toffoli no STF é caso de análise pela psiquiatria. Dia após dia se avolumam as censuras de jornalistas idôneos e de advogados imparciais. Nenhuma voz em sua defesa no STF e CNJ. Como consegue permanecer indiferente diante das evidências? Não sei”.

Decisões atípicas no caso Banco Master

Toffoli vem sendo alvo de questionamentos dentro e fora da Corte por decisões consideradas fora do padrão no processo que apura irregularidades na instituição financeira. A mais recente determinou que o material apreendido fosse encaminhado diretamente à sede do STF, e não à Polícia Federal (PF), como ocorre normalmente para garantir a cadeia de custódia.

O ministro também colocou o caso em sigilo assim que o processo chegou ao Supremo, depois de operações que levaram à prisão de Daniel Vorcaro, dono do banco. A investigação subiu para o STF devido à possibilidade de atingir autoridades com foro privilegiado.

Antes disso, veio à tona que Toffoli viajou em um jatinho com o advogado Augusto de Arruda Botelho, que, dias mais tarde, ingressou com um habeas corpus em favor de Luiz Antonio Bull, diretor de compliance do Banco Master.

Reações de policiais e oposição

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou nota manifestando preocupação com “indícios de que prerrogativas legalmente asseguradas aos delegados da Polícia Federal responsáveis pela condução do feito vêm sendo indevidamente mitigadas”. O comunicado não cita Toffoli nominalmente.

No Congresso, parlamentares da oposição protocolaram na Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de investigação contra o ministro. Mesmo sob pressão, Toffoli não sinalizou intenção de deixar a relatoria do caso.

Com informações de Gazeta do Povo