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Ex-ministro Gilson Machado deixa PL para viabilizar candidatura ao Senado

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O ex-ministro do Turismo Gilson Machado anunciou, na quarta-feira (21), sua desfiliação do Partido Liberal (PL). Em carta tornada pública, ele afirmou que a mudança de legenda tem como objetivo permitir sua candidatura ao Senado nas eleições deste ano.

No documento, dirigido à cúpula do PL e a apoiadores conservadores e liberais, Machado declarou que deixa a sigla “de forma serena” e “com a consciência tranquila de quem cumpriu o dever como cidadão e gestor de políticas públicas”. O ex-ministro não revelou qual partido pretende escolher para concorrer.

Falta de apoio estadual

Machado destacou que segue sendo o nome defendido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco, mas admitiu não ter recebido respaldo da direção estadual do PL. “Continuo sendo o nome defendido pelo Presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco. Porém, não sou o nome escolhido pela direção estadual do partido para essa missão”, escreveu.

Ele acrescentou que não conseguiu comunicar pessoalmente sua decisão a Bolsonaro devido a restrições de deslocamento, mas tratou do assunto com o senador Flávio Bolsonaro, que já se apresentou como pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2026.

Trajetória política e eleitoral

Aos 57 anos, Gilson Machado presidiu a Embratur, foi secretário de Ecoturismo e Cidadania Ambiental no Ministério do Meio Ambiente e comandou o Ministério do Turismo entre 2020 e 2022. Fora do governo, atua como empresário do setor hoteleiro e sanfoneiro da banda de forró Brucelose.

Na eleição de 2022, disputou uma vaga no Senado e terminou em segundo lugar com cerca de 1,3 milhão de votos. Em 2024, concorreu à prefeitura do Recife, obtendo mais de 129 mil votos (aproximadamente 14% dos válidos), campanha na qual teve material de propaganda suspenso três vezes por decisões judiciais sobre denúncias envolvendo creches municipais.

Investigação judicial

Em junho de 2025, o ex-ministro chegou a ser preso sob suspeita de tentar ajudar o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, a conseguir passaporte português. Foi liberado no mesmo dia por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a saída do PL, Gilson Machado agora busca uma nova legenda para sustentar sua segunda tentativa de chegar ao Senado.

Com informações de Direita Online