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Ex-chefe da PRF chega a Brasília após ser preso no Paraguai; defesa pede cela especial

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Brasília — O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques desembarcou na capital federal às 13h11 deste sábado (27) depois de ser transferido de Foz do Iguaçu (PR). Preso na sexta-feira (26) no Paraguai, ele foi levado diretamente para a sede da Polícia Federal, onde passará por audiência de custódia e exame de corpo de delito.

Vasques saiu de Foz do Iguaçu às 9h20 e decolou às 10h20 em uma aeronave da PF. A avaliação médica estava marcada para as 13h no Instituto Nacional de Criminalística, mas o horário precisou ser ajustado por causa do atraso no voo.

O ex-dirigente passou a noite de sexta-feira detido na superintendência da PF em Foz do Iguaçu, após ter sido capturado no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, quando tentava embarcar para El Salvador portando documentos falsificados. A investigação aponta que ele rompeu a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina e viajou de carro até o país vizinho.

Prisão preventiva decretada pelo STF

No mesmo dia da prisão, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Vasques. A ordem ocorre no contexto da condenação de 24 anos e seis meses de reclusão imposta ao ex-diretor, acusado de promover operações da PRF no Nordeste para dificultar a locomoção de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o segundo turno das eleições de 2022.

Defesa quer evitar presídio comum

Em petição enviada neste sábado ao STF, os advogados de Vasques pedem que ele não seja colocado em presídio comum. A defesa sustenta que o histórico de ex-policial militar de Santa Catarina aumenta o risco de represálias em unidades prisionais convencionais. O documento menciona episódios de assédio e ameaças ocorridos quando o ex-diretor esteve detido anteriormente na Penitenciária da Papuda, embora controlados pela administração do presídio.

Os advogados solicitam que qualquer nova custódia seja cumprida em Santa Catarina, onde Vasques reside, ou novamente na Papuda, argumentando que o local de detenção deve seguir critérios técnicos e individualizados, sem caráter de antecipação de pena.

Com informações de Gazeta do Povo