O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou que Washington está adotando novas sanções contra pessoas envolvidas na implantação do Programa Mais Médicos no Brasil. Em publicação no X nesta quarta-feira, 13, o republicano disse que a administração de Donald Trump tomou medidas para cancelar vistos de ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e de integrantes do governo brasileiro.
“O Departamento de Estado também está tomando medidas para revogar vistos e impor restrições de visto a vários funcionários do governo brasileiro e ex-funcionários da Opas, cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano. O Mais Médicos foi um golpe”, declarou Rubio na rede social, em mensagem reproduzida pelo perfil @USAemPortugues no dia 13 de agosto de 2025.
Em fevereiro de 2025, o secretário já havia anunciado a ampliação da política de restrições de visto contra autoridades cubanas e “terceiros responsáveis pelo programa exploratório de exportação de mão de obra” de Havana. “Promoveremos a responsabilização do regime cubano pela opressão de seu povo e daqueles que lucram com o trabalho forçado”, escreveu à época.
Programa lançado em 2013
Criado em junho de 2013 pela então presidente Dilma Rousseff (PT), o Mais Médicos foi estabelecido em parceria com o governo de Raúl Castro. A iniciativa previa a vinda de profissionais cubanos para atuar em regiões carentes do Brasil.
Relatos de centenas de participantes apontam que a ditadura cubana ficava com cerca de 70% do salário de R$ 12 mil pago por médico. Outros 25% eram repassados aos profissionais, enquanto 5% iam para a Opas. Muitos dos contratados disseram não ter conhecimento dos termos antes de chegar ao país.

Imagem: Reprodução via revistaoeste.com
A permanência dos cubanos no Brasil terminou em outubro de 2018, quando, após a eleição de Jair Bolsonaro (PL), Havana ordenou o retorno dos profissionais à ilha.
Com informações de Revista Oeste