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Em estreia na Rádio Nacional, Datena chama ministro Guilherme Boulos de “amigo mais próximo” na política

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O jornalista José Luiz Datena abriu, nesta segunda-feira (23), o programa “Alô Alô Brasil”, na Rádio Nacional, entrevistando o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. Logo na apresentação, Datena afirmou que o integrante do PSOL é seu “amigo mais próximo” no meio político e declarou que a estreia não poderia contar com outro convidado.

“Entre os políticos que conheço e sou amigo, você talvez seja o mais próximo, o que eu gosto mais, de verdade, do fundo do meu coração, independente de ideologia”, disse o comunicador, conhecido pelo programa “Brasil Urgente”, da Band. Na sequência, Datena elogiou a esposa do ministro, Natalia Szermeta, opinando que ela “é muito mais inteligente” que Boulos e que, por isso, poderia ocupar o cargo no Palácio do Planalto.

Crise com indígenas e hidrovias

Durante a entrevista, Boulos comentou a tensão entre o governo do presidente Lula (PT) e comunidades indígenas provocada pela possibilidade de privatização de hidrovias. O ministro classificou as manifestações como “legítimas” e ressaltou que o Planalto trata movimentos sociais com “respeito e diálogo”, sem “deslegitimar” as reivindicações.

“Acredito que hoje vamos poder dar aos povos indígenas uma resposta adequada a partir da reivindicação, justa e legítima”, afirmou. Segundo ele, uma decisão sobre o futuro das hidrovias seria tomada em reunião marcada para o fim da tarde.

Ataques a Tarcísio, Zema e Eduardo Bolsonaro

Boulos também criticou figuras da oposição ao defender a postura de Lula em relação à soberania nacional. O ministro disse que o presidente “não usa boné MAGA” como o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), “não lambe bota de americano” como o governador mineiro Romeu Zema (Novo) e não age como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que, segundo ele, “foi traidor da pátria ao apoiar tarifaço contra o Brasil”. Para Boulos, a defesa da soberania deve ganhar força como tema de campanha para as eleições de 2026.

Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), o ministro lembrou ainda que, em agosto de 2025, o governo federal trocou o slogan “união e reconstrução” por “do lado do povo brasileiro”.

“Soberania não se negocia”, concluiu Boulos, reforçando o mote que, segundo ele, deverá nortear a comunicação do Palácio do Planalto nos próximos anos.

Com informações de Gazeta do Povo