Brasília — A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou nesta segunda-feira (5) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A parlamentar acusa os dois congressistas de fazer apologia ao crime de golpe de Estado em publicações nas redes sociais.
No documento enviado à PGR, Hilton sustenta que ambos incentivaram a ideia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria ter o mesmo destino do ditador venezuelano Nicolás Maduro, preso após intervenção dos Estados Unidos. Para a deputada, as postagens configuram “defesa pública e simbólica da submissão do Brasil a jurisdição estrangeira”, ferindo a soberania nacional.
Postagens citadas no pedido
A representação menciona um tweet de Flávio Bolsonaro, publicado em 3 de janeiro, no qual o senador afirma: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
Já em relação a Nikolas Ferreira, foram anexadas três publicações no Instagram: uma arte com Lula e Maduro abraçados acompanhada do texto “Super promoção: prenda 1, leve 2”; uma montagem de Lula sendo detido por agentes norte-americanos, com a legenda “oi, Deus”; e outra imagem declarando “agora é só o Maduro dedurar o Lula”.
Próximos passos
Com a representação, cabe à PGR decidir se abre ou não inquérito contra os parlamentares. Se houver indícios de crime, o Ministério Público pode apresentar denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF). Casos envolvendo delitos contra a democracia têm sido distribuídos, por prevenção, ao ministro Alexandre de Moraes, reunindo processos de temática semelhante em um mesmo gabinete.
A reportagem da Gazeta do Povo informou ter procurado os representantes de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.
Com informações de Gazeta do Povo