O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quarta-feira, 13 de agosto de 2025, que o cancelamento de vistos de ex-integrantes do governo Dilma Rousseff (PT) ligados ao Programa Mais Médicos é um sinal claro de que autoridades de qualquer país podem ser alvo de restrições impostas pelos Estados Unidos.
Em nota divulgada nas redes sociais, o parlamentar destacou que a medida anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, “reforça o compromisso da administração Donald Trump em conter e punir regimes autoritários, como o de Cuba”.
Segundo Eduardo Bolsonaro, a decisão demonstra que “nem ministros, nem burocratas dos escalões inferiores, nem seus familiares estão imunes”. Ele cumpre agenda em Washington para, de acordo com sua assessoria, articular novas sanções contra autoridades brasileiras.
Decisão do Departamento de Estado
Rubio classificou o Mais Médicos como um “golpe diplomático inconcebível” por, segundo ele, explorar profissionais cubanos em condição de trabalho forçado. O Departamento de Estado informou que entre os alvos das restrições estão:
- Mozart Júlio Tabosa Sales – atual secretário de Atenção Especializada à Saúde e ex-chefe de gabinete no Ministério da Saúde durante o governo Dilma;
- Alberto Kleiman – ex-diretor do Departamento de Relações Internacionais da pasta e, até 2024, coordenador-geral para a COP 30 na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica.
Os dois, além de outros ex-servidores e antigos funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), terão os vistos revogados. De acordo com o governo norte-americano, a sanção atinge pessoas “cúmplices do esquema de trabalho forçado” que sustentava o envio de médicos cubanos ao Brasil.
Eduardo Bolsonaro aproveitou o anúncio para criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que ambos tentariam “transformar o Brasil” em um regime autoritário semelhante ao cubano.
O Departamento de Estado não divulgou a quantidade total de vistos cancelados nem os prazos para possíveis novos nomes entrarem na lista de restrições.
Com informações de Revista Oeste