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Eduardo Bolsonaro afirma ter “orgulho” de virar réu após decisão unânime do STF

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Brasília – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta segunda-feira (17/11/2025) que se sente “orgulho” por ter se tornado réu no Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação foi publicada em sua conta na rede social X, dois dias depois de a Primeira Turma da Corte aceitar, por unanimidade, denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Ser chamado de réu num país onde esta mesma Suprema Corte solta bandidos é motivo de orgulho”, escreveu o parlamentar, que atualmente está no Oriente Médio.

Decisão do STF

No sábado (15), em sessão no plenário virtual, a ministra Cármen Lúcia proferiu o voto que consolidou a unanimidade para abrir ação penal contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Todos os integrantes da Primeira Turma acompanharam o relator, ministro Alexandre de Moraes.

Acusação

De acordo com a PGR, Eduardo Bolsonaro teria tentado intimidar ministros do STF e articular retaliações internacionais enquanto ocorria, no exterior, o processo que condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por suposta tentativa de golpe em 2022. A denúncia sustenta que o deputado buscou criar um ambiente de pressão ao projetar possíveis sanções estrangeiras contra o Brasil e contra autoridades envolvidas no julgamento.

O ministro Alexandre de Moraes apontou que o parlamentar recorreu ao governo dos Estados Unidos para impor tarifas de exportação ao país, cancelar vistos de autoridades brasileiras e aplicar a Lei Magnitsky a membros do Supremo, a ele próprio e à sua esposa. Segundo Moraes, o objetivo seria constranger a Corte e interferir no andamento da ação.

Críticas externas

Em sua mensagem, Eduardo Bolsonaro também classificou como “pobres de espírito” os que celebraram a abertura do processo. No domingo (16), ele embarcou para o Bahrein, onde mantém agenda com autoridades locais.

Com a aceitação da denúncia, o parlamentar passa a responder criminalmente por suposta coação no curso do processo envolvendo o ex-presidente.

Com informações de Gazeta do Povo