Brasília — 01/04/2026 — O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira (1º), que os Estados Unidos podem deixar de reconhecer as eleições brasileiras de 2026 caso persistam, segundo ele, decisões judiciais que restringem a liberdade de expressão no país.
Pela rede social X, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro citou o apoio do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ao relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA. O documento aponta suposta perseguição e censura a críticos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Se este quadro não ficar mais democrático, corre-se o risco de o Brasil não ter sua eleição reconhecida pelo país farol da liberdade”, escreveu Eduardo.
Preocupação oficial de Washington
No mesmo dia, o Departamento de Estado divulgou nota em que diz acompanhar “com sérias preocupações” decisões judiciais e ações atribuídas ao governo Lula que, conforme o texto, limitam manifestações em redes sociais, algumas delas pertencentes a empresas americanas.
Críticas ao Supremo
Eduardo Bolsonaro responsabilizou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelas medidas apontadas no relatório: “Parabéns, Moraes, você mais uma vez conseguiu colocar na lama o Judiciário brasileiro”, declarou.
Possível uso da Lei Magnitsky
Em entrevista ao SBT News, o ex-deputado disse que as práticas atribuídas a Moraes podem levar a uma nova aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro e outro integrante do STF, citado no relatório como o decano Gilmar Mendes. Moraes já havia sido sancionado pelos EUA em julho de 2025; as penalidades foram retiradas em dezembro do mesmo ano.
Segundo o relatório, a suspensão de perfis e conteúdos de usuários de direita desequilibraria o processo eleitoral. “Censura é uma forma de desequilíbrio, porque a sociedade não terá acesso a informações”, afirmou Eduardo.
Procurado, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
Com informações de Gazeta do Povo