O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira (20/11) que a redução de parte das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros foi motivada exclusivamente por necessidades econômicas internas da administração Donald Trump, sem qualquer participação da diplomacia brasileira.
Em publicação na rede social X, o parlamentar disse que a medida visa conter a inflação norte-americana e beneficia também outros países que fornecem insumos estratégicos. Segundo ele, a Casa Branca busca “alívio imediato” nos preços para que a população perceba os efeitos antes das próximas eleições legislativas, marcadas para 2026.
Tarifa de 40% foi zerada para itens agrícolas
Na mesma data, o governo dos EUA divulgou uma ordem executiva que elimina a tarifa de 40% sobre determinados produtos agrícolas brasileiros, entre eles carne bovina fresca, resfriada ou congelada, derivados de cacau, café, frutas, vegetais, nozes e fertilizantes. A isenção vale para mercadorias que ingressarem no território norte-americano a partir de 13 de novembro.
Dias antes, Washington já havia retirado uma tarifa global de 10%, mantendo ainda alguns setores sob alíquota de 40% até a publicação do novo ato. O documento menciona “progresso inicial” em tratativas posteriores a uma ligação telefônica de 6 de outubro entre Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
Críticas a Alexandre de Moraes
Eduardo Bolsonaro voltou a atribuir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a responsabilidade pela tarifa de 50% que ainda incide sobre a maior parte das exportações do país. Ele classificou o encargo como “tarifa-Moraes”, alegando que a crise institucional provocada pelo magistrado teria abalado a confiança internacional no Brasil.
“Nenhum estrangeiro deseja tarifas, pois elas machucam o exportador, mas foi a instabilidade jurídica criada por Alexandre de Moraes que abriu caminho para a tarifa de 50%, prejudicando trabalhadores, produtores e empresários brasileiros”, escreveu o deputado.
O parlamentar concluiu que a recuperação da segurança jurídica e do respeito às liberdades é condição necessária para o crescimento econômico e para relações internacionais “confiáveis”.
Com informações de Direita Online