Home / Política / Eduardo Bolsonaro contesta relatório da PF e nega tentativa de influenciar política brasileira a partir dos EUA

Eduardo Bolsonaro contesta relatório da PF e nega tentativa de influenciar política brasileira a partir dos EUA

Invista em voce com informacoes atuais 1
Spread the love

Brasília – O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente residindo nos Estados Unidos, divulgou nota pública nesta quinta-feira (21) para rebater conclusões da Polícia Federal sobre suposta articulação internacional para interferir em decisões políticas no Brasil.

No documento, o parlamentar afirma que sua atuação no exterior tem caráter “político e legislativo” e está voltada ao projeto de anistia que tramita no Congresso Nacional. “Minha atuação nos Estados Unidos jamais teve como objetivo interferir em qualquer processo em curso no Brasil”, escreveu.

Críticas ao relatório

Eduardo classificou como “delirante” a interpretação da PF que o relaciona a crimes sem, segundo ele, apontar responsáveis diretos. O deputado questionou a ausência de autoridades estrangeiras no inquérito: “Se a tese da PF é de que haveria intenção de influenciar políticas de governo, o poder de decisão não estava em minhas mãos, mas sim em autoridades americanas, como o presidente Donald Trump, o senador Marco Rubio ou o secretário do Tesouro Scott Bessent. Por que, então, a PF não os incluiu como autores?”

Liberdade de expressão

Ao mencionar que vive sob jurisdição norte-americana, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse estar protegido pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante liberdade de expressão e o direito de peticionar ao governo local.

Mensagens privadas

O deputado também criticou o uso de conversas extraídas do celular de Jair Bolsonaro como prova. Para ele, tratam-se de diálogos “absolutamente normais” entre pai, filho e aliados, cujo vazamento teria como objetivo causar desgaste político.

Eduardo encerrou a nota em tom desafiador: “Se o meu crime for lutar contra a ditadura brasileira, declaro-me culpado de antemão”.

Com informações de Direita Online