O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acusou nesta terça-feira, 26 de agosto de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de articular um discurso que abriria caminho para a perseguição — e até o “extermínio” — de adversários políticos. A declaração foi publicada na rede social X, em reação a críticas feitas pelo chefe do Executivo.
Durante a segunda reunião ministerial de 2025, também nesta terça, Lula afirmou que o parlamentar “já deveria ter sido expulso da Câmara dos Deputados” e classificou sua atuação no exterior como “uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”. O deputado está licenciado do mandato e tem viajado aos Estados Unidos para solicitar sanções contra autoridades brasileiras.
No texto divulgado na rede social, Eduardo Bolsonaro rebateu dizendo que a acusação de traição à pátria é “expediente típico de regimes autoritários” usados para legitimar represálias a opositores. “O que Lula está tentando fazer é construir uma narrativa que permita o meu extermínio”, escreveu.
O parlamentar acrescentou que a ideia de “traição” serve para normalizar a eliminação de adversários. Ele citou episódios históricos e comentou que, anos atrás, “soaria exagerado supor que senhoras de 70 anos seriam condenadas a 17 anos de prisão por golpe de Estado”.
Na reunião ministerial, Lula disse nunca ter visto “alguém que muda de país, adota os Estados Unidos, nega a pátria de origem e tenta insuflar o ódio de governantes americanos contra o povo brasileiro”. O presidente defendeu a formação de uma frente política para enfrentar o que chamou de tentativa de desestabilizar o Estado brasileiro.

Imagem: Zeca Ribeiro
Eduardo Bolsonaro não comentou se pretende retornar ao Brasil ou se continuará atuando no exterior. Até o momento, a Câmara dos Deputados não se pronunciou sobre as declarações de Lula nem sobre eventuais medidas disciplinares contra o parlamentar.
Com informações de Gazeta do Povo