Brasília — A Polícia Federal encontrou informações incompatíveis nos relatos prestados nesta terça-feira (30) por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB).
Vorcaro foi ouvido por quase três horas durante a tarde. Na sequência, Costa compareceu à sede da PF e encerrou o depoimento pouco antes das 20h. As oitivas fazem parte da investigação sobre a tentativa de venda do Banco Master ao BRB, operação anunciada em março e barrada pelo Banco Central em setembro.
O próximo a ser ouvido será o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos — único dos três que não figura como investigado. Caso as contradições se confirmem, a delegada responsável, Janaína Palazzo, poderá determinar uma acareação entre os depoentes.
Inicialmente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do inquérito, havia ordenado que o confronto de versões ocorresse de imediato, sem oitivas prévias. Posteriormente, recuou e deixou a decisão a cargo da PF. Um juiz auxiliar do gabinete do ministro acompanha todos os depoimentos.
Vorcaro chegou a ficar preso preventivamente de 17 a 29 de novembro. Ele foi liberado com restrições, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte. Em 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, apontando suspeitas de operações fraudulentas que alcançam cerca de R$ 12 bilhões. O Tribunal de Contas da União (TCU) também apura o caso.
Com informações de Gazeta do Povo