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Direita no Rio cogita Crivella e ex-Bope para o Senado caso Cláudio Castro fique inelegível

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), contava disputar o Senado em outubro de 2026, mas a continuidade de um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode torná-lo inelegível. Diante desse cenário, dois nomes passaram a ser cotados na ala conservadora fluminense: o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e o ex-policial do Bope Rodrigo Pimentel, que inspirou o personagem Capitão Nascimento nos filmes “Tropa de Elite”.

Pesquisa testa cenário com eventual vacância

Levantamento do instituto Real Time Big Data, realizado em 9 e 10 de março com 2.000 eleitores, mostra Castro na liderança com 23% das intenções de voto. Crivella aparece com 15% e Pimentel com 12%, empate técnico com a deputada petista Benedita da Silva. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o índice de confiança, de 95% (registro TSE BR-04367/2026).

Em um cenário sem Crivella, Castro alcança 36% — podendo chegar a 38% dentro da margem. O outro nome lançado pelo PL, o prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), não ultrapassa 9%.

Crivella confirma intenção de concorrer

Eleito deputado federal em 2022 com 110.450 votos, Crivella afirma que disputará o Senado mesmo se precisar dividir o eleitorado com Castro. A cúpula do Republicanos, contudo, prefere mantê-lo como candidato a deputado para puxar votos da legenda.

Pimentel é sondado, mas diz não querer candidatura

A equipe de Rodrigo Pimentel confirmou conversas com o Partido Novo e outras siglas, mas reiterou que o ex-militar não é filiado e “não pretende se candidatar”.

Processo no TSE ameaça projeto de Castro

O governador responde a ação por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, o chamado escândalo do Ceperj. Em 4 de novembro de 2025, a relatora Isabel Gallotti votou pela cassação de mandato e direitos políticos de Castro. O ministro Antonio Carlos Ferreira pediu vista; ao devolver o processo em 10 de março, acompanhou a relatora. Na sequência, Kássio Nunes Marques solicitou nova vista, comprometendo-se a devolver o caso em 24 de março. A retomada do julgamento está marcada para o dia 25.

Faltam votar Nunes Marques, Floriano de Azevedo, Esteja Aranha, André Mendonça e a presidente Cármen Lúcia. Dois votos a favor da cassação formariam maioria para impedir a candidatura de Castro.

Impacto na sucessão estadual

O PL definiu o secretário estadual de Cidades Douglas Ruas como pré-candidato ao governo. Caso Castro renuncie até 4 de abril para concorrer ao Senado, Ruas poderia assumir interinamente e ganhar visibilidade. Pessoas próximas dizem que o governador avaliava permanecer no cargo após sentir falta de apoio interno quando o processo voltou à pauta do TSE. Na sexta-feira (13), Castro reuniu-se com dirigentes do PL, PP e União Brasil para discutir o tema.

Adversários articulam chapas

Do outro lado, o prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) — aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — deve lançar Benedita da Silva e um segundo nome ainda indefinido. A pesquisa testou o deputado Pedro Paulo (PSD), que chegou a 10% em seu melhor cenário.

Senado é estratégico para a oposição

Para o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), eleger maioria no Senado é prioridade. Das três cadeiras do Rio, duas estarão em disputa: a de Flávio Bolsonaro, que deve concorrer ao Planalto, e a de Carlos Portinho, cotado para a Câmara. A vaga de Bruno Bonetti, suplente de Romário, está garantida até 2031.

Enquanto aguarda o desfecho no TSE, o PL mantém o discurso oficial: “Com toda certeza o Cláudio será candidato”, afirmou o deputado Sóstenes Cavalcante.

Com informações de Gazeta do Povo