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Direita mira 2026 para conquistar 54 cadeiras e abrir impeachment de Alexandre de Moraes

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A eleição de 2026 tornou-se peça central da estratégia da direita para tirar do papel pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No alvo principal está Alexandre de Moraes, que reúne pelo menos 29 dos cerca de 70 requerimentos parados na mesa da Presidência do Senado.

Nova regra exige 54 votos já na abertura

Até dezembro de 2025, bastava o apoio de 41 dos 81 senadores para iniciar o processo e somente na fase final seriam necessários dois terços (54) para cassar o ministro. Uma liminar do ministro Gilmar Mendes, porém, nivelou as duas etapas: agora o quórum de dois terços é exigido desde o começo. A decisão ainda será analisada pelo plenário do STF, mas permanece em vigor.

Mapa atual de apoios

Dos 27 senadores eleitos em 2022 e que terão mandato até 2030, 17 declararam apoio público ao impeachment de Moraes. Entre os 54 parlamentares cujo mandato termina em 2026, 24 também se dizem favoráveis. Somados, os 41 nomes alcançam a antiga maioria absoluta, mas ficam abaixo dos 54 necessários pelas regras fixadas por Gilmar Mendes.

“Número mágico” para 2026: eleger mais 37

Para atingir o novo patamar, lideranças de partidos como PL e Novo calculam que precisam colocar outros 37 senadores alinhados na eleição de outubro de 2026. A renovação será maior: duas das três cadeiras de cada estado – 54 ao todo – estarão em disputa, cenário visto como chance única para virar o jogo no Senado.

Presidência do Senado é peça-chave

Mesmo com a maioria numérica, a abertura de processo depende da vontade do presidente da Casa. Em agosto de 2025, por exemplo, 41 senadores subscreveram pedido contra Moraes, mas o então presidente Davi Alcolumbre (União-AP) engavetou o requerimento. Por isso, a direita também articula eleger quem comandará o Senado a partir de 1.º de fevereiro de 2027.

Planos do PL

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirma que o partido pretende assegurar cerca de 25 vagas pró-impeachment em 2026 e aposta na eleição de um presidente da República simpático ao movimento – o nome trabalhado internamente é o de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o parlamentar, uma vitória no Palácio do Planalto atrairia senadores de centro para a pauta de contenção ao Supremo.

Prioridade absoluta no Senado

Para o senador Magno Malta (PL-ES), a principal missão é formar maioria na Câmara Alta. Ele sustenta que, sem um Senado forte, o Executivo permanece sujeito ao que chama de interferência do Judiciário e que conter o STF é apenas restabelecer o equilíbrio entre os Poderes.

Com 70 pedidos de impeachment sobre a mesa – quase metade direcionados a Alexandre de Moraes – e novas regras que elevam o patamar de votos, a matemática da direita passa, necessariamente, pela eleição de 54 senadores dispostos a abrir o processo em 2027.

Com informações de Gazeta do Povo