Parlamentares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram o voto proferido pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a sessão da Primeira Turma realizada em 10 de setembro de 2025. O magistrado divergiu do relator, ministro Alexandre de Moraes, ao sustentar que a Turma não tem competência para julgar Bolsonaro e outros oito réus por suposta tentativa de golpe de Estado relacionada às manifestações de 8 de janeiro de 2023, uma vez que nenhum deles detinha foro privilegiado no momento da denúncia.
Nas redes sociais, o pastor Silas Malafaia qualificou o posicionamento de Fux como um “voto arrasador” e afirmou que o processo deveria ser anulado “porque mudou a jurisprudência quando já tinha iniciado”. Para ele, trata-se de “julgamento de pura perseguição política”.
O ex-ministro Fábio Wajngarten declarou que o ministro “evidenciou o óbvio” ao expor, segundo ele, uma perseguição política contra Bolsonaro. “O papel do bom julgador é a isenção acima de tudo, independência acima de todos”, escreveu.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que Fux “desmontou a narrativa” do relator ao apontar falhas no devido processo legal. “Bolsonaro não teve acesso a todas as provas, não teve tempo hábil e foi julgado na instância errada”, afirmou. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) também declarou que o ministro “escancarou a perseguição” contra o ex-presidente.
Líder da oposição na Câmara, o deputado Luciano Zucco (PL-RS) elogiou o “caráter técnico” do voto e ressaltou que Fux “é a voz jurídica” que apontou nulidade por incompetência da Primeira Turma. Em nota, o Partido Liberal (PL) considerou que o ministro demonstrou imparcialidade ao defender a anulação de todos os atos processuais.
Imagem: Rosinei Coutinho
Até o momento, o placar no colegiado está em 2 a 0 pela condenação — votos de Alexandre de Moraes e Flávio Dino — restando ainda as manifestações da ministra Cármen Lúcia e do ministro Cristiano Zanin. O julgamento pode levar à condenação de Jair Bolsonaro e de outros sete acusados.
Com informações de Gazeta do Povo