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Deputado Gustavo Gayer é denunciado no STF por médica que recebeu ataques após post sobre morte de Charlie Kirk

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Brasília — A neurologista que ironizou o assassinato do ativista norte-americano Charlie Kirk apresentou, na quarta-feira (26), uma queixa-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). A médica acusa o parlamentar de difamação e de ter incentivado a divulgação de seus dados pessoais na internet.

Origem da controvérsia

A discussão começou após a profissional de saúde comentar em rede social: “Um ativista americano foi morto hoje durante um evento ao ar livre em uma universidade dos EUA. A ironia? Ele tava sob uma tenda com os dizeres ‘prove me worng’. Pois é, provaram”.

Em seguida, outro usuário publicou o nome completo da médica, sua especialidade e print de seu perfil, afirmando que ela teria mostrado “que boa parte da esquerda é formada por psicopatas”.

Gayer republicou o conteúdo acrescentando: “Mais uma extremista que celebra assassinatos de quem pensa diferente”.

Acusações de “doxxing”

Após a postagem do deputado, a neurologista afirma ter sido alvo de ataques coordenados. Nos documentos apresentados ao STF, ela anexou capturas de tela que expõem:

  • nome completo, profissão, cidade e número do CRM;
  • telefones de contato;
  • endereço da clínica onde trabalha;
  • CPF.

Para a defesa, a divulgação desses dados caracteriza “doxxing clássico” — exposição deliberada de informações pessoais para intimidar e permitir retaliações no mundo offline. A petição também reproduz mensagens recebidas pela médica, como “fica esperta na rua” e “presta bastante atenção quando estiver saindo de casa”.

Contexto da morte de Charlie Kirk

Charlie Kirk, 31 anos, figura proeminente da direita dos EUA, foi baleado no pescoço pelo estudante Tyler Robinson durante palestra na Universidade de Utah, em 24 de novembro. O evento fazia parte da turnê “American Comeback Tour” e havia enfrentado pedido de cancelamento assinado por cerca de 7 mil estudantes progressistas.

O crime gerou reações antagônicas nas redes. Parte da militância de esquerda publicou comentários debochados ou celebratórios, incluindo manifestações do jornalista Eduardo Bueno, do médico Ricardo Barbosa (que teve o visto americano revogado) e da influenciadora Juliana Rosa.

Posicionamento do deputado

A reportagem entrou em contato com Gustavo Gayer e aguarda manifestação.

Com informações de Gazeta do Povo