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Deputado leva Lindbergh Farias e Soraya Thronicke ao STF por acusação de estupro

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Brasília – O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), protocolou em 31 de março uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). O parlamentar acusa os colegas de calúnia e injúria após ter sido chamado de “estuprador” durante sessão da comissão.

No documento, Gaspar afirma que “jamais cometeu o crime de estupro” e sustenta que a ofensa causou dano imediato à sua honra. Ele solicita que o processo seja distribuído ao ministro André Mendonça, que já relata ações relacionadas à CPMI.

Origem do conflito

A discussão ocorreu quando Gaspar apresentava um resumo de mais de 4 mil páginas de seu relatório final. Durante a leitura, o deputado citou trecho de um debate entre os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, de 2018, para ilustrar críticas ao vazamento de dados sigilosos.

Insatisfeito, Lindbergh questionou o teor do relatório e ouviu de Gaspar a provocação “Lindinho” – apelido atribuído ao petista em planilhas da Odebrecht. Na sequência, Lindbergh chamou o relator de “estuprador”. Posteriormente, em coletiva de imprensa ao lado de Soraya Thronicke, o deputado reiterou a acusação, razão pela qual a senadora também foi incluída na ação.

Pedidos e testemunhas

Gaspar requer que Lindbergh e Soraya respondam pelos crimes de calúnia e injúria. A peça aponta como testemunhas os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Magno Malta (PL-ES), além dos deputados Bia Kicis (PL-DF), Adriana Ventura (Novo-SP) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

A assessoria de Lindbergh Farias e de Soraya Thronicke foi procurada, mas, até a publicação desta reportagem, não havia se manifestado.

Com informações de Gazeta do Povo